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Quando pensamos nas duas paixões nacionais esportivas, o Futebol e a Fórmula 1, lembramos das lendas de ambos os esportes, lendas como Ayrton Senna, Pelé, Ronaldinho Gaúcho, Nelson Piquet, Romário, Barrichello, entre outros, mas deixamos as “outras” para depois.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/atleta/marta.html

Filipe Almeida – A multicampeã Marta da Silva é pouco lembrada pelos brasileiros como uma lenda do futebol, e, em toda a história da Fórmula 1, apenas duas mulheres chegaram a disputar uma corrida (e isso ocorreu pela última vez em 1975). A pergunta que fica é: Porque a mulher é tão desvalorizada nos esportes de maior hegemonia mundial?

O primeiro Campeonato Brasileiro aconteceu em 1971, e antes disso, a Taça Brasil (percursora do Brasileirão) teve início em 1959. O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino só teve início em 2013, mais de meio século de atraso. A seleção brasileira medalhista nas olímpiadas de Atenas e Pequim por exemplo, foi escolhida baseado nos desempenhos das atletas em campeonatos estaduais, apenas Marta e Formiga jogavam por equipes da Suécia (Que possui uma Liga de Futebol Feminino). Quando comparado à liga americana de futebol, o Feminino brasileiro mais parece uma copinha de várzea, a NWSL (Liga Nacional de Futebol Feminino em inglês) é a mais respeitada liga de futebol feminino no mundo, e a seleção dos estados unidos venceu a última Copa do Mundo além das Olimpíadas de Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012). Voltando ao retrospecto nacional, os times nordestinos, que já não tem muito espaço na elite do futebol masculino, também se encontram no quase amadorismo. O pouco investimento no departamento tem como consequência péssimas campanhas em campeonatos. Os únicos times que chegaram nos 5 melhores colocados foram o Vitória das Tabocas (PE) e o Tiradentes (PI).

Mas, entre as muitas categorias esportivas, parece que é no Automobilismo que o machismo é mais forte. Em toda a sua história, a Fórmula 1 só recebeu seis mulheres pilotos, e dessas 6, apenas duas correram em grandes prêmios: Maria-Teresa de Filippis, 1958, e Lella Lombardi, 1975, o resto não passou do posto de piloto de teste. A última a tentar entrar na categoria máxima do automobilismo foi Susie Wolf, que entre 2012 e 2015 foi piloto de testes da Willians, equipe do brasileiro Felipe Massa. A piloto chegou até ser cogitada para substituir Valtteri Bottas, até então companheiro de Felipe, para o Grande Prêmio da Austrália em 2015, mas a equipe contratou de última hora o piloto Adrian Sutil para substituir o Finlandês na corrida.

Susie Wolf, terceira da esquerda para direita, se aposentou do automobilismo.
Fonte:https://br.motorsport.com/f1/news/

Então, Wolf decidiu aposentar-se e desistir do sonho. O próprio chefão da F-1, Bernie Ecclestone, dificulta o acesso das mulheres à categoria, já que declarou em entrevistas que as mulheres na formula 1 “Não devem ser levadas a sério” e que “Não conheço nenhuma mulher capaz fisicamente de pilotar um carro de formula 1”, declarações rapidamente rebatidas nas redes sociais.

Fonte:https://www.thesun.co.uk/sport/4100523/formula-one-jamie-chadwick-bernie-ecclestone/

Mas a britânica Jamie Chadwick pretende provar o contrário; então piloto da Fórmula 3, uma das categorias de acesso a Fórmula 1, Chadwick vem mostrando resultados impressionantes nesta temporada e é bastante cobiçada por equipes da F-1. “Eu sou a única menina da Fórmula 3 e eu ainda ouço os meninos dizerem: ‘Eu perdi para uma garota’“, disse Chadwick ao jornal inglês “The Sun”.

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Filipe Almeida

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